As mais recentes descobertas sobre o sono das crianças

Postado em 18/02/2018

As mais recentes descobertas sobre o sono das crianças

A toda hora é publicado um novo estudo que mostra a importância do seu filho dormir bem. Aqui, as últimas descobertas da ciência e o que você pode aprender com elas.

Mais criativo e inteligente

Dormir deixa as pessoas mais inteligentes. Durante o sono, nosso cérebro não para de trabalhar. As memórias recentes, de tudo o que foi aprendido durante o dia, são assimiladas no início do sono. Depois, são consolidadas as memórias antigas. Se a criança dorme mal, esse processo não tem o êxito esperado. Uma pesquisa feita com adultos mostrou que 40% deles tiveram ideias melhores depois de dormir pelo menos 8 horas. Isso pode ser observado nas crianças também – só que elas precisam dormir ainda mais.

Obesidade infantil

Quando seu filho dorme menos do que deveria, o metabolismo é alterado. Os hormônios leptina e GH (grelina), responsáveis pelas sensações de saciedade e fome, respectivamente, ficam desregulados. E aí diminui a produção de leptina e aumenta a de grelina. A criança sente mais fome. Há ainda o relato de que, quem dorme pouco, é mais sedentário e consome menos energia. Pesquisadores da Universidade de Northwestern (Estados Unidos) revelaram que uma hora a mais de sono diminui as chances de excesso de peso em até 36% em crianças de 3 a 8 anos.

O peso da genética

Seus genes podem fazer a diferença. Um estudo inglês, feito com 300 pares de gêmeos, mostrou que alguns distúrbios, como insônia e a síndrome das pernas inquietas, são herança dos pais. No caso da síndrome, 70% dos filhos de portadores desse distúrbio vão ter esse problema também.

Falta de diagnóstico

Os especialistas ouvidos por CRESCER estimam que quatro em cada dez crianças vão apresentar algum tipo de problema para dormir. Só que o número de casos diagnosticados é muito inferior a essa estimativa. Pesquisadores norte-americanos revisaram prontuários de 32 médicos do Hospital Infantil da Filadélfia (Estados Unidos) e viram que dos 154.957 jovens de 0 a 18 anos atendidos, apenas 4% foram diagnosticados com algum problema de sono. Para reverter essa situação, eles sugerem que o pediatra pergunte sobre o sono da criança em todas as consultas. Você também pode observar se algo está errado. Xixi na cama (quando ele já não fazia mais), ronco, dificuldade para dormir ou quando desperta várias vezes são alguns dos sinais. Mas não acontece só à noite, não. Os sintomas aparecem pela manhã. Seu filho pode ficar agitado demais, irritado e hiperativo.

Bom humor dos pais

Acredite, seu bem-estar, aliado ao estabelecimento de uma rotina na hora de dormir, vai pesar na hora do sono do seu filho também. Um estudo, da Universidade de West Virgínia (Estados Unidos), diz que a experiência em relação ao sono do primeiro filho pode assustar! Não é que você não vá dormir, mas o sono será picadinho. Passado esse período, que pode durar até dois meses, o importante é você estabelecer uma rotina para a criança. Outra pesquisa feita com 405 mães de bebês, com idades entre 7 e 36 meses, revelou que as que seguiram a rotina estabelecida pelo médico conseguiram com que os filhos descansassem no horário certo. Claro, com esse resultado, quem não ficaria de bom humor?

Desempenho ruim na escola

O sono ruim ou a falta dele atrapalha o processo de aprendizagem desde a educação infantil. Birra, comportamento agressivo, apatia nas brincadeiras e brigas constantes são alguns dos sinais. Segundo pesquisas recentes, crianças com problemas para dormir tiram notas piores na escola e teriam mais dificuldade para aprender. Outro estudo, finlandês, acompanhou 280 crianças nascidas em 1998 até que elas completassem 8 anos. Ele mostrou que os problemas de comportamento decorrentes de noites maldormidas são parecidos aos das crianças diagnosticadas com déficit de atenção e hiperatividade (TDAH).

Soninho da tarde

Pesquisadores acabaram de revelar aquilo que você já desconfiava: a falta da soneca da tarde deixa a criança mais irritada, ansiosa e hiperativa. O estudo da Universidade da Pensilvânia (Estados Unidos) foi feito com 62 crianças com idades entre 4 e 5 anos. O importante é não deixá-lo dormir depois das 16 horas, porque aí, sim, vai atrapalhar o sono da noite.

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