As Crianças e as Emoções

Postado em 20/08/2017

As Crianças e as Emoções

Compreender a Si Mesmo é Preciso

"A autoalienação começa quando acreditamos em tudo, sem questionar nada..."

Um dos pontos mais críticos nas relações entre pais e filhos são as emoções. Ocorre que nem sempre levamos em conta a importância do lado emocional nos grandes e pequenos conflitos. Por isso mesmo, compreender esse processo pode ser a saída mais inteligente.

Se, no adulto, as emoções produzem determinados choques, na criança essas perturbações assumem caráter muito mais sério.

A criança se encontra num período de instabilidade em razão do seu crescimento. Sua psique ainda não possui parâmetros para dar consistência à sua personalidade, por isso, Ela vive em desequilíbrio contínuo.

Isso explica como, muitas vezes, a criança passa do choro ao riso, de uma atividade a outra, com uma grande rapidez, sem motivo aparente.

Sendo grande a sua vida afetiva, está a criança mais sujeita aos choques emocionais do que os adultos.

Além disso, não dispõe de energias físicas, não possui resistência para suportar o aparecimento da emoção.

Além da gravidade da crise emocional, com todo o cortejo de efeitos maléficos sobre a vida infantil, é preciso frisar a presença de um fator importante de que a criança é desprovida: a clareza da inteligência ou repertório de experiências pessoais.

O adulto, sofrendo o choque da emoção, procura logo conhecer a situação e assim restabelecer o equilíbrio perturbado.

A criança, entretanto, não dispõe de suficiente compreensão para se orientar. Então, o choque se prolonga através de sua hesitação, da desordem física e mental que a emoção produziu.

Criança não é um adulto de pequeno porte, ela é imatura, incompleta, e sua fisiologia emocional ainda carece de anos de experimentos até criar seu próprio repertório psico-cognitivo.

Ela é ansiosa por natureza, faz parte do instinto animal. Assim, é fundamental que se compreenda, que o melhor remédio para a ansiedade nesse estágio da vida, é paciência e diligente atenção para aparar os excessos, antes que eles se fixem em sua personalidade emergente de forma negativa.

Lembre-se, adquirir um mau hábito é coisa muito simples, removê-lo depois, nem tanto.

Finalmente, lembre-se sempre, as crianças são emocionais por natureza, uma vez que a razão ainda não faz parte do seu lastro mental. Por isso mesmo, uma agressão psicológica terá seu peso multiplicado muitas vezes, de modo negativo, na formação de sua personalidade.

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